domingo, 7 de maio de 2017

Texto Nº 01 - 2º Ano do Ensino Médio.

OS ÚLTIMOS ACERTOS PARA DELIMITAR AS FRONTEIRAS

            Os últimos acertos importantes para delimitar esse contorno terrestre que o Brasil apresenta foram realizados no final do século XIX (1895, 1900) e início do século XX (1903-1904).
            A questão de Palmas, território situado entre o sudeste do Brasil e noroeste da Argentina (que hoje constitui o oeste do Paraná e de Santa Catarina, também conhecido como Iguaçu), foi solucionada em 1895. Os dois países disputavam esse território de 35 431 km² rico em ervais (a planta da erva-mate) e que começou a ser mais intensamente explorado na segunda metade do século XIX.
            Para sorte do Brasil, na época a Argentina vivia enorme crise política (de 1889 a 1895 ocorreram quatro mudanças de presidente do país e dos seus ministérios) e, ao mesmo tempo, confrontava o Chile por causa de uma disputa de fronteiras muito mais problemática. Assim, a opinião pública e as tropas argentinas estavam mobilizadas contra o Chile em 1895. Brasil e Argentina decidiram recorrer à arbitragem do presidente dos Estados Unidos, que após estudar os reclames de ambos os lados (e também os argumentos do Chile, que intercedeu a favor do Brasil), acabou decidindo que o território de Palmas deveria pertencer ao Brasil.
            A questão do Amapá, que opôs o Brasil à Guiana Francesa (colonizada pela frança), também foi resolvido por meio de arbitragem internacional, desta vez realizada pela Suíça. As autoridades suíças, escolhidas de comum acordo pelos dois dados em litígio, decidiram em 1900 que essa área, que corresponde à metade do atual estado do Amapá, deveria continuar a fazer parte do Brasil.
            Quanto ao Acre, a disputa principal foi com a Bolívia, que reclamou da invasão da parte leste do seu território por seringalistas brasileiros. Durante alguns anos as tropas bolivianas e brasileiras, em ação conjunta, tentaram expulsar dessa área os seringalistas, mas após muitas lutas eles se rebelaram e declararam a independência do Acre em 1902. Brasil e Bolívia – e também o Peru, que teve um pequeno trecho do seu território invadido pelos seringalistas – reuniram-se em 1903 e assinaram o Tratado de Petrópolis, segundo o qual essa área passou a fazer parte do território brasileiro. O Brasil indenizou a Bolívia e o Peru em cerca de 2 milhões de libras esterlinas, a moeda internacional mais valorizada na época, e se comprometeu a construir a Ferrovia Madeira-Mamoré, para escoamento e exportação da borracha através dos portos de Manaus e Belém.
            O último grave problema fronteiriço no contorno terrestre foi a questão do Pirara, que opôs o Brasil à Guiana Inglesa, na época colônia do Reino Unido e hoje país independente denominado Guiana. Ocorreu uma disputa sobre uma área de 22 015 km² ao redor do lago de Pirara, na Amazônia, e uma arbitragem internacional, realizada pelo governo italiano, decidiu que a maior parte desse território (12 950 km²) ficaria sob domínio da Guiana Inglesa e outra parte (9 065km²) com o Brasil.
            Pro fim, existem outras duas zonas de fronteiras que talvez ainda sejam rediscutidas neste novo século nas organizações internacionais: a marítima e a aérea. Quanto às fronteiras marítimas, o Brasil possui duas faixas ou zonas de domínio: mar territorial e zona econômica exclusiva.
            O mar territorial é a faixa de 12 milhas (mais ou menos 22 km) a partir da costa sobre a qual o Estado brasileiro tem soberania plena, o que significa que aí ele decide sozinho sobre navegação, pesca, comunicações, uso dos recursos, etc. E a zona econômica exclusiva é a área que vai até 200 milhas (370 km) da costa, ou 188 milhas depois do mar territorial. Nessa zona o Brasil, assim como os demais países – por isso resultou de um tratado internacional, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em vigor desde 1994 –, possui soberania limitada, que vale exclusivamente para a exploração econômica e a gestão dos recursos naturais. Depois das 200 milhas da costa inicia-se o alto-mar, considerado área internacional.
            Quanto à zona aérea, o Brasil, e também os demais Estados, possui soberania na atmosfera acima do seu solo, que vai até mais ou menos 90 km de altitude. Claro que a soberania sobre esse espaço aéreo não é regida, por causa de tratados internacionais que facilitam o transporte aéreo. Se assim não fosse, a aviação mundial ficaria muito prejudicada, pois, por um lado, existem inúmeros países (Bolívia, Paraguai e Suíça, por exemplo, que não tem saída para o mar e estão cercados de vizinhos) que necessitam usar o espaço aéreo de outras nações para as suas linhas, e, por outro, certas rotas de aviação ficariam mais longas se não passassem pelo espaço aéreo de alguns países que estão no seu caminho. Mas existe, ou deveria existir, um constante monitoramento do espaço aéreo nacionais de cada país, com o objetivo de cercear os vôos não autorizados de aviões que servem ao tráfico de drogas, por exemplo, que costumam usar com freqüência o espaço aéreo brasileiro, especialmente na Amazônia.

Fonte: VESENTINI, José William. Brasil: Sociedade e Espaço. São Paulo: Ática, 2002.       
Adaptação: MOTA, Antonio Andrade. Nazaré, Fevereiro de 2016.   


Texto Nº 03 - 1º Ano do Ensino Médio.

O BIG BANG
O Big Bang é uma das teorias mais aceitas sobre a origem do Universo. Como Universo entende-se um conjunto de tudo o que existe, ou seja, a totalidade espacial, formada pela energia e a matéria. A teoria do Big Bang entende que a origem do Universo se deu por meio de uma grande explosão.
Segundo os estudiosos, o Big Bang teria acontecido entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. A explosão liberou imensuráveis quantidades de energia, criando o espaço e o tempo. A explosão teria ocorrido devido à intensa concentração de massa e energia em um elemento inicial. A teoria demonstra que o Universo estava em um estado de elevada densidade e calor no passado, e que com o passar dos anos foi esfriando e expandido a um estado líquido, mas que ele continua expandindo, em constantes transformações.
A expansão do Universo foi verificada por meio de diversas observações, uma delas sobre o afastamento das galáxias. Algo que tem sido estudado pelos cientistas e que prova a expansão do Universo é a “energia escura”. Essa energia escura ainda está sendo estudada pelos pesquisadores, mas a princípio sabe-se que ela possui uma densidade praticamente constante no tempo e espaço, e seria ela a responsável pela acelerada expansão do Universo. Os pesquisadores acreditam que essa energia escura esteja causando a aceleração da expansão desde o Big Bang. A persistência desta energia escura seria a responsável por criar uma força repulsiva constante ao Universo, e assim acelerando assim sua expansão. Esse conhecimento sobre a acelerada expansão do Universo é algo recente.
Muitas novidades surgem no campo da Física e da Astronomia no sentido de compreender as transformações que ocorrem no Universo. Portanto, as teorias não estão acabadas, mas sofrem interferência das descobertas a partir da evolução dos recursos tecnológicos disponíveis para as pesquisas.



1. Origem do Sistema Solar
Segundo a teoria do Big Bang, o Sistema Solar foi formado pela expansão da matéria após a explosão, concentrando mais massa em alguns lugares. A forma gravitacional foi juntando as partículas, e formando aglomerados. Esses aglomerados começaram a se movimentar em um sentindo de rotação, dando origem ao Sistema Solar.
O Sistema Solar é composto pelo Sol e os demais corpos celestes que orbitam sob seu domínio gravitacional, ou seja, são planetas, planetas anões, satélites, meteoroides, asteroides e também cometas que giram ao redor do sol continuamente. Atualmente, são reconhecidos oito planetas que compõe o Sistema Solar, sendo eles: Mercúrio (o mais próximo do Sol), Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Até poucos anos atrás era reconhecido também Plutão, mas no ano de 2006 ele foi descaracterizado como planeta, por ser muito leve e pequeno, passando a ser considerado como um “planeta anão”. Segue imagem da distribuição dos planetas no Sistema Solar:
O Sol é o astro dominante no Sistema Solar. Sua energia faz com que os planetas se mantenham em órbita.
Além de manter os planetas em órbita, o Sol é responsável pela possibilidade de vida na Terra. Existe uma divisão entre os planetas do Sistema Solar. Os quatro mais próximos do Sol são chamados de “telúricos” ou terrestres. São eles: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Já os outros quatro são conhecidos como “jovianos” ou exteriores, que são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Sugestão: Livro (em um formato bem didático, com imagens e textos simples) “Big Bang: tudo sobre a mais importante descoberta científica de todos os tempos e por que esse conhecimento é indispensável”, na versão PDF, em: http://botetuc.wikispaces.com/file/view/Big-Bang+-+Simon+Singh.pdf.
Texto extraído da Internet. Adaptado pelo Professor de Geografia Antonio Mota. Acesso em 22/04/2017.



Texto Nº 02 - 1º Ano do Ensino Médio.

História da Terra

Como surgiu o planeta Terra? Existem duas teorias para explicar a formação do planeta. A conhecida discordância entre a teoria criacionista e a evolutiva ainda rende discussão em todo mundo. O planeta surgiu há bilhões de anos e com isso, sofreu várias mudanças que deixaram marcas significativas na história do mundo. Para descobrir, a idade do planeta, é necessário realizar um cálculo a partir de rochas com elementos radioativos.
De acordo com a ciência, a evolução do planeta é resultado de aquecimentos, explosões, congelamentos e uma reunião de materiais, processo que durou bilhões de anos para fazê-lo ser o que é atualmente.
Teoria Criacionista
A primeira, a criacionista, crê em um ser superior responsável pela origem da vida. Para eles Deus fez todo o planeta, assim como as plantas e os corpos celestes. A Terra, segundo o criacionismo, teria entre 6 a 10 mil anos, sendo criada num período de 6 dias, segundo o livro de Gênesis, no capítulo 1 da Bíblia. Quanto às formações biológicas da Terra, acredita-se que tenha sido causada pelo dilúvio ocorrido nela, o qual teria destruído tudo, menos Noé, sua família e os animais que estavam dentro da arca.
Teoria do Big Bang
A outra versão para a formação da Terra parte de uma possível explosão, muito potente, há 13 bilhões de anos, apelidada de Big Bang. Essa teoria foi proposta pelo físico George Gamow e o astrônomo Georges Lemaitre, ambos baseando-se na Teoria da Relatividade de Albert Einstein e de Melvin Slipher e Edwin P. Hubble, que observaram o afastamento da galáxia, uma das outras.
A grande explosão teria dado origem à matéria de todo o Universo. A Terra teria sido formada há, aproximadamente, 4,5 bilhões de anos, resultante de uma poeira e gases espaciais que sobraram da formação do Sol. Tendo seu início em estado de fusão, o tempo, e outros fatores, fizeram com que uma parte ficasse seca, separando essa porção da água. Essa porção seca da terra estava agrupada numa espécie de supercontinente, que mais tarde foi chamado de “Rodínia”. Depois, com separações e reagrupamentos de terra, foram formados outros “supercontinentes” chamados de Panótia e depois Pangeia.
Eras Geológicas
Seguindo a teoria científica, no princípio, o planeta era composto por gás e poeira. Enormes meteoros e cometas contribuíram para seu aquecimento. Esse período foi chamado pelos cientistas por Hadeano, aproximadamente 4,5 bilhões de anos.
A partir da solidificação da Terra em torno das águas e da formação dos “supercontinentes”, foram divididas eras para organizar os períodos de grandes mudanças. São as chamadas Eras Geológicas, divididas dentro dos éons (grande intervalo de tempo) Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico.
Escala de Tempo Geológico
A escala de tempo geológico é uma linha do tempo que mostra os períodos que ocorreram desde a formação da Terra até os dias atuais. Mesmo devendo servir como base para os cientistas, há discordância entre nomes e datas de suas divisões.

Retirado da Internet. Adaptado pelo Professor de Geografia Antonio Mota.  Acesso em 22/03/2017.

Texto Nº 01 - 1º Ano do Ensino Médio

A EVOLUÇÃO DA VIDA NA TERRA ATÉ OS DIAS ATUAIS:

A vida surgiu a cerca de 4 bilhões de anos aqui em nosso planeta. Em nosso calendário cósmico ela teria surgido por volta do dia 15 do mês de Setembro.
Os primeiros organismos a surgirem no nosso planeta foram unicelulares. Isso significa que eles eram compostos por apenas uma célula, assim como as bactérias e os protistas atuais.
Eram muito semelhantes as bactérias, que são os organismos mais simples que existem hoje. É muito mais provável que os primeiros organismos eram o mais simples possíveis e por isso, unicelulares.
Os primeiros organismos multicelulares teriam surgido por volta de 2,1 bilhões de anos atrás, e no nosso calendário teria surgido por volta do dia 28 do mês de Novembro.
Em biologia, chama-se multicelular ou pluricelular a um organismo ou estrutura de um organismo formado por mais do que uma célula.
Animais e plantas são multicelulares. No entanto há vários níveis de diferenciação entre as células destes organismos. Há seres vivos multicelulares em que praticamente não há diferenciação entre células – como as esponjas – e outros com uma estrutura muito mais complexa, com o corpo diferenciado em tecidos e órgãos com funções específicas.

Em Dezembro do nosso calendário cósmico é que realmente surgiram formas de vidas macroscópicas que já foram estudadas através de registros fósseis ou que vivem em nosso planeta até os dias atuais.

Em 15 de Dezembro, do nosso calendário cósmico, aconteceu a Explosão Cambriana que foi o aparecimento relativamente rápido, em um período de vários milhões de anos, dos phyla mais importantes a cerca de 530 milhões de anos atrás, conforme encontrado em registros fósseis. Este surgimento foi acompanhado por uma grande diversificação de outros organismos, incluindo animais, fito plâncton, e calcimicróbios. Até cerca de 580 milhões de anos a maioria dos organismos eram simples, compostos de células individuais, ocasionalmente organizadas em colônias. Nos 70 ou 80 milhões anos seguintes a taxa de evolução foi acelerada em uma ordem de magnitude e a diversidade da vida começou a se parecer com a atual.

18 de Dezembro surgiram as primeiras plantas.
24 de Dezembro surgem os primeiros dinossauros.
25 de Dezembro surgem os primeiros ancestrais dos mamíferos.
28 de Dezembro os dinossauros são dizimados por um Asteroide.
O dia 31 de dezembro merece uma atenção especial, pois toda a evolução do ser humano aconteceu em apenas algumas horas no nosso calendário cósmico.
As 10h15min aparecem os primeiros macacos.
As 21h24min aparece o primeiro ancestral do homem a andar ereto.
As 23h54min aparece o primeiro homem anatomicamente moderno.
As 23h59min45seg foi inventada a escrita.
As 23h59min50seg são construídas as pirâmides do Egito.
Faltando 1seg para a meia noite Cristovam Colombo descobre a América.

Toda a cronologia feita é apenas uma forma simples de demonstrar toda a evolução do Universo até os dias atuais. Porém ficou claro que nós seres-humanos só ocupamos os últimos 5 minutos desse ano cósmico, portanto ainda temos muito mais o que pesquisar e muito mais a ser descoberto.


Texto extraído da Internet. Adaptado pelo Professor de Geografia Antonio Mota. Acesso em 12/04/2017.

Texto Nº 1 - 3º Ano do Ensino Médio

Desafios do Século XXI
O futuro é sempre especificamente imprevisível. A continuada aceleração da história, desde o início dos tempos modernos, vertiginosamente a partir da Segunda Guerra mundial, torna particularmente impossível qualquer antecipação do que concretamente venha a ser o século XXI.
Os dois principais fatores dessa imprevisibilidade são, por um lado, as extraordinárias inovações tecnológicas que estão surgindo e continuarão a surgir, com os efeitos que terão sobre a sociedade futura. Por outro lado, são os rumos que venha a seguir essa sociedade futura, não somente por causa do imprevisível impacto das inovações tecnológicas mas, principalmente, em função das profundas mudanças culturais que estão ocorrendo no âmbito de sociedades consumistas de massa, em detrimento de seus valores superiores.
Independentemente de outras circunstâncias, entretanto, duas grandes tendências podem ser identificadas com relação ao século entrante resultantes, por um lado, do processo de globalização e, por outro, da formação de uma nova ordem mundial.
O atual processo de globalização, sobre o qual já existe uma ampla literatura, caracteriza-se, como precedentemente ocorreu com os efeitos da revolução mercantil e da revolução industrial, por extrema assimetria, incomparavelmente superior à decorrente dos processos anteriores. Um restrito número de países e de grupos recolherá quase todos os benefícios da globalização.
Alguns países e grupos - como poderá ser o caso do Brasil e da América do Sul, no âmbito de Mercosul - lograrão uma situação de equilíbrio. A grande maioria dos grupamentos humanos arcará com os custos desse processo. Custos múltiplos e variados, que importarão em amplo desemprego, em deslocamentos negativos de toda a sorte, em perda de identidade coletiva, e num desamparo geral dos indivíduos.
Tais efeitos negativos, que serão, muitas vezes, concomitantemente acompanhados por uma elevação tecnologicamente induzida do nível de vida, decorrerão principalmente do fato de que as estruturas nacionais serão majoritariamente desarticuladas pelo processo de globalização, sem que, ao mesmo tempo, surjam instituições internacionais compensadoras.
A grande maioria dos homens perderá sua cidadania nacional muito antes do momento em que se configure, de maneira estável, uma razoavelmente eqüitativa ordem mundial.

Texto de Helio Jaguaribe, cientista político.