quinta-feira, 30 de novembro de 2017

TEXTOS PARA 1º E 2º ANOS DO E. MÉDIO

TEXTOS BASE PARA A ATIVIDADE AVALIATIVA DE GEOGRAFIA III UNIDADE.
Os textos a seguir são para as turmas do 1º e do 2º Ano do E. Médio.

Fontes de Energia Disponíveis no Nosso Planeta – Texto 01
Inúmeras são as fontes de energia disponíveis no nosso planeta, sendo que essas fontes se dividem em dois tipos, as fontes de energia renováveis e as não renováveis.
As fontes de energia renováveis, são aquelas em que a sua utilização e uso é renovável e pode-se manter e ser aproveitado ao longo do tempo sem possibilidade de esgotamento dessa mesma fonte, exemplos deste tipo de fonte são energia eólica e solar.
Por outro lado as fontes de energias não renováveis têm recursos teoricamente limitados, sendo que esse limite depende dos recursos existentes no nosso planeta, como é o exemplo dos combustíveis fósseis.
Existem vários tipos de energias renováveis, e cada vez mais, com o constante desenvolvimento das tecnologias e inovações, se descobrem novas formas de produção de energia eléctrica utilizando como fonte os fenómenos e recursos naturais, como é exemplo da recente inovação na criação de um hidrogerador cujo princípio é semelhante ao de um aerogerador, diferindo no facto de o movimento das pás ser provocado pelas correntes marítimas.
Dos vários tipos de energias renováveis existentes iremos tratar apenas de alguns.
A principal fonte de energia existente hoje é o petróleo, mas além de não ser renovável, e ser um dos principais responsáveis pelo efeito estufa o petróleo ainda será motivo de muitas guerras e conflitos entre os países, principalmente aqueles países que dependem muito dessa fonte energética como os Estados Unidos.
Diversas nações do mundo inteiro estão investindo muito dinheiro em projectos que utilizam as fontes de energia alternativa como a energia solar, a energia eólica, a energia geotérmica, o biodiesel, a energia obtida através do hidrogénio, a energia das marés, o etanol e a biomassa.
Essas fontes de energia alternativas citadas são as mais abordadas em projecto para uma menor contribuição para o aquecimento da Terra e também para tentar alcançar cada vez mais uma independência com relação ao petróleo.
Algumas das energias renováveis onde atualmente existe um maior desenvolvimento
·         Biomassa: utiliza matéria de origem vegetal para produzir energia (bagaço de cana-de-açúcar, álcool, madeira, palha de arroz, óleos vegetais etc).
·         Energia solar: utiliza os raios solares para gerar energia oferece vantagens como: não polui, é renovável e existe em abundância. A desvantagem é que ainda não é viável economicamente, os custos para a sua obtenção superam os benefícios.
·         Energia eólica: é a energia gerada através da força do vento captado por aerogeradores. Suas vantagens são: é abundante na natureza intenso e regular e produz energias a preços relativamente competitivos.
·         Etanol: é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, do eucalipto e da beterraba. Como energia pode ser utilizado para fazer funcionar motores de veículos ou para produzir energia eléctrica. Suas vantagens são: é uma fonte renovável e menos poluidora que a gasolina.
  • Biodiesel: o biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel. Vantagens: é renovável, não é poluente. Desvantagem:  existe o esgotamento do solo.
Fontes de energia renováveis
Fontes de energia inesgotáveis ou que podem ser repostas a curto ou médio prazo, espontaneamente ou por intervenção humana.
Estas fontes encontram-se já em difusão em todo o mundo e a sua importância tem vindo a aumentar ao longo dos anos representando uma parte considerável da produção de energia mundial.
Exemplos de Fontes de Energias Renováveis:
·         Energia Hídrica;
·         Energia Eólica;
·         Energia Solar;
·         Energia Geotérmica;
·         Energia das Ondas e Marés;
·         Energia da Biomassa.
Fontes de energia não renováveis
Actualmente, a procura de energia assenta fundamentalmente nas fontes de energia não renováveis, as quais têm tecnologia difundida, mas possuem um elevado impacte ambiental.
Importa inverter esta tendência, tornando o seu consumo mais eficiente e substituindo-o gradualmente por energias renováveis limpas. Exemplos de Fontes de Energias não Renováveis:
·         Energia Do Carvão;
·         Energia do Petróleo;
·         Energia do Gás Natural;
·         Energia do Urânio.
Mas antes de se transformar em calor, frio, movimento ou luz, a energia sofre um percurso mais ou menos longo de transformação, durante o qual uma parte é desperdiçada e a outra, que chega ao consumidor, nem sempre é devidamente aproveitada.
A água e sua importância no mundo moderno – Texto 02
A água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde vivemos, nós dependemos dela para viver. No entanto, por maior que seja a importância da água, as pessoas continuam poluindo os rios e destruindo as nascentes, esquecendo o quanto ela é essencial para nossas vidas.
A água é, provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade. É um recurso natural essencial, seja como componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.
Segundo as estatísticas, 70% da superfície do planeta são constituídos de água. Dessa água toda, de longe o maior volume é de água salgada e somente 2,5% são de água doce e, desses míseros 2,5%, quase 98% estão “escondidos” na forma de água subterrânea. Isto quer dizer que a maior parte da água facilmente disponível e própria para consumo é mínima perto da quantidade total de água existente na Terra. Nas sociedades modernas, a busca do conforto implica necessariamente em um aumento considerável das necessidades diárias de água.
Os recursos hídricos têm profunda importância no desenvolvimento de diversas atividades econômicas. Em relação à produção agrícola, a água pode representar até 90% da composição física das plantas. A falta d’água em períodos de crescimento dos vegetais pode destruir lavouras e até ecossistemas devidamente implantados. Na indústria, para se obter diversos produtos, as quantidades de água necessárias são muitas vezes superiores ao volume produzido.
Observando os dados abaixo, percebemos que precisamos utilizar a água de forma prudente e racional, evitando o desperdício e combatendo a poluição, pois:
– Um sexto da população mundial – mais de um bilhão de pessoas – não têm acesso a água potável;
– 40% dos habitantes do planeta (2.9 bilhões – a estimativa da população em 2013 foi de 7.3 bilhões) não têm acesso a serviços de saneamento básico;
– Cerca de 6 mil crianças morrem diariamente devido a doenças ligadas à água insalubre e a saneamento e higiene deficientes;
– Segundo a ONU, até 2025, se os atuais padrões de consumo se mantiverem, duas em cada três pessoas no mundo vão sofrer escassez moderada ou grave de água.
A ÁGUA NO MUNDO
No dia 22 de março, é comemorado o dia mundial da água. Se hoje os países lutam por petróleo, não está longe o dia em que a água será devidamente reconhecida como o bem mais precioso da humanidade.
A Terra possui 1,386 bilhões de quilômetros cúbicos de água, mas apenas 2,5% desse total é de água doce. Os rios, lagos e reservatórios de onde a humanidade retira o que consome só correspondem a 0,26% desse percentual. Daí a necessidade de preservação dos recursos hídricos. Em todo mundo, em média, 10% da utilização da água vai para o abastecimento público, 23% para a indústria e 67% para a agricultura.
A água doce utilizada pelo homem vem das represas, rios, lagos, açudes, poços, reservas subterrâneas e em certos casos do mar (após um processo chamado dessalinização). A água para o consumo é armazenada em reservatórios de distribuição e depois enviada para grandes tanques e caixas d’água de casas e edifícios. Após o uso, a água deveria seguir pela rede de captação de esgotos. Antes de voltar à natureza, ela deveria ser tratada para evitar a contaminação de rios e reservatórios, mas isso não é o caso em grande parte dos países do mundo. No Brasil, ainda não chega a ser 40%.
A ÁGUA NO BRASIL
O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Tem a maior reserva de água doce da Terra, ou seja 12% do total mundial. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional. A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O volume de água do rio Amazonas é o maior de todos os rios do globo, sendo considerado um rio essencial para o planeta.
As maiores concentrações populacionais do país encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. O maior problema de escassez ainda é no Nordeste, onde a falta d’água por longos períodos contribui para o abandono das terras e a migração aos centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nestas cidades.
Além disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda de qualidade da água disponível para captação e tratamento. Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira, o Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo mercúrio, metal utilizado no garimpo clandestino, e pelo uso de agrotóxicos nos campos de lavoura. Nas grandes cidades, esse comprometimento da qualidade é causado por despejos de esgotos domésticos e industriais, além do uso dos rios como convenientes transportadores de lixo.
Aspectos da População Mundial – Texto 03
A população mundial já ultrapassou o patamar dos sete bilhões de pessoas e continua a aumentar. No entanto, a distribuição, as características, as práticas culturais, a diversidade étnica e muitos outros fatores são bastante variados ao longo das diferentes áreas do planeta. Ao todo são milhares de idiomas, etnias, tradições, culturas, religiões e outros, o que denota a diversidade marcante das sociedades de todo o globo terrestre.
Em termos de distribuição, a população mundial encontra-se em maior parte concentrada no continente asiático, onde estão alguns dos países mais populosos do planeta, como a China e a Índia. Esses dois países, juntos, somam um total superior a dois bilhões e meio de pessoas. Assim, se somarmos com os demais países desse continente, temos um total de 4,4 bilhões de pessoas em 2014, segundo dados do Banco Mundial.

Já na Europa, por exemplo, a população não chega sequer a um quarto desse total, alcançando os 742,5 milhões de habitantes. Nesse continente, além de haver uma população menos numerosa, há também um crescimento demográfico muito baixo, o que vem disseminando preocupações a respeito do envelhecimento populacional, principalmente em países como Alemanha, França e outros. Esses países, inclusive, estão promovendo medidas de incentivo aos casais para que eles possam ter mais filhos.
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África, por sua vez, apresenta uma perspectiva inversa. Com 1,1 bilhões de pessoas, esse é o continente que mais aumenta a sua população em termos proporcionais, com verdadeiras explosões demográficas em países como a Nigéria e a África do Sul. Esse crescimento é resultado das relativas melhorias de sua população e de boa parte dela ainda ser predominantemente rural (onde as taxas de natalidade costumam ser maiores), além da relativa melhoria de suas taxas de mortalidade, que permitem que a população continue crescendo.

Oceania, por ser o menor entre os continentes, apresenta também a menor das populações, com apenas 37 milhões de pessoas, um número menor, por exemplo, do que o da população brasileira e de muitos outros países. Na Austrália, principal país desse continente, cerca de 80% da população encontra-se distribuída nas áreas litorâneas, haja vista que o interior do país apresenta muitas áreas desertas, totalmente inóspitas.

continente americano, por sua vez, possui uma população de pouco menos de um bilhão de habitantes. Os Estados Unidos abrigam 316 milhões desse total e o Brasil abriga um pouco mais de 200 milhões. Os dois juntos, portanto, somam mais da metade de toda a população das Américas.
Dessa forma, os países mais populosos do mundo são, segundo dados do Banco Mundial:
1) China: 1 369 811 000
2) Índia: 1 267 402 000
3) Estados Unidos: 319 020 000
4) Indonésia: 252 812 000
5) Brasil: 202 034 000
6) Paquistão: 185 133 000
7) Nigéria: 178 517 000
8) Bangladesh: 158 513 000
9) Rússia: 141 049 000
10) Japão: 126 125 000
O quadro desses países, no entanto, deverá se alterar ao longo das próximas décadas, pois alguns deles apresentam taxas de crescimento mais acentuadas do que outros. A Rússia e o Japão, por exemplo, vêm apresentando decréscimo no número de seus habitantes. Assim, a tendência é que o Paquistão e a Nigéria ultrapassem o Brasil, que deverá ficar em sétimo. Já a Índia deverá liderar o ranking mundial em breve, pois suas taxas de crescimento são bem superiores às taxas dos chineses, que vêm adotando rígidos controles de natalidade.

A população mundial vem se urbanizando cada vez mais. Segundo a Organização das Nações Unidas, em 2010, pela primeira vez na história da humanidade, havia mais pessoas vivendo nas cidades do que no meio rural, fato que deve intensificar-se ainda mais, principalmente em razão da intensiva urbanização dos países emergentes e subdesenvolvidos. O Brasil, por exemplo, já possui quase 90% de seus habitantes residindo em áreas urbanas, acompanhando, portanto, uma tendência internacional.

Espera-se, assim, que a população do mundo inteiro continue aumentando, porém em um ritmo menor do que o anterior, com uma contínua desaceleração. Alguns demógrafos chegam a afirmar que, em 2050, a população mundial parará de crescer, atingindo os nove bilhões de pessoas, o que, no entanto, não é um consenso, pois há quem afirme que, em 2100, chegaremos a 12 bilhões de habitantes. De todo modo, a necessidade principal é a de melhorar as condições de vida e o desenvolvimento humano em todo o globo terrestre.

Fonte: Os textos acima foram retirados da Internet em 29/11/2017. Os Autores e demais informações (tabelas, gráficos, mapas) estão nos respectivos sites. 




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